sexta-feira, 23 de setembro de 2016

ainda vais acabar o dia a chorar...

Já ouviram isto muitas vezes, pois já? Eu já. Naqueles dias em que só dizemos palhaçadas, gozamos com tudo e com toda a gente, estamos no auge da nossa felicidade. Nesses dias, em que o mundo é feito de fantasia pura, temos alguém que nos alerta para a fatalidade do fim de dia.
Só as pessoas pessimistas pensam assim. As que não acreditam em dias bons, mesmo bons, que podem durar desde o nascer até ao pôr-do-sol.
Quando ouvia isto, moderava o meu comportamento. Ficava com medo desse choro que poderia vir. De acontecer realmente alguma coisa que me fizesse ficar triste.
Agora não. Agora penso que temos tão poucos momentos de felicidade extrema que o melhor mesmo é aproveitar. Se tivermos de chorar à noite, choremos. Mas pelo menos que o dia tenha sido bom!
 
 

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

ultimamente…

Hoje começa o Outono e eu gosto. Gosto de todas as estações, pois cada uma me traz sempre algo especial.
A Sofia está bem no infantário. Chora sempre de manhã, coitadinha. Mas à tarde, quando a avó a vai buscar, não chora. Está tão despachada e feliz. E isso é o mais importante, ser feliz.
A casa está na recta final, mas meio parada. Ou seja, está no quase, parece que falta pouco, mas a sensação é de que nunca mais.
Vou entrar na semana 20 da gravidez e sinto-me bem. Quando passo num espelho e vejo a barriga que tenho (enorme, por sinal) fico tão mas tão feliz. Como é que há pouco tinha esta barriga e agora está aqui outra vez?
Ainda não comprei nada para o bebé, talvez porque precise ter mesmo a certeza que está tudo bem, e que é rapaz.
O meu irmão fez 33 anos. O que significa que daqui a 2 meses faço 37.

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

saudades

Tenho saudades de ti, minha filha. Dos dias imensos que passávamos em casa, a olhar uma para a outra. Quando te dava a mama, quando dormias, quando acordavas. Tenho saudades de ti, minha filha. Daqueles dias lentos, vagarosos, sem tempo nenhum para mim mas com todo o tempo do mundo para ti. Ainda és tão mas tão pequenina e às vezes já me pareces uma mulherzinha em miniatura. Quando te deixo de manhã no infantário, penso no quanto gostava de ficar lá contigo a brincar. Não choro, nunca chorei. Nem mesmo no primeiro dia. Sei que ficas bem e és tratada melhor ainda. Mas há uma parte de mim que fica vazia por não te ver crescer. Durante as 8 horas que estou sentada ao computador, ris, choras, comes, dormes, pintas, dás beijinhos, conheces pessoas.
E eu não vejo.
Enquanto escrevo, caem-me as lágrimas. As hormonas da gravidez fazem das suas.


 

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

future challenges


“…but at the same time I'm very excited with all the future challenges! So... Let's do this…”

Leio vezes sem conta este tipo de frases. Novos projectos. Novos desafios. Novidades. Vidas de projectos. Não são de todo vidas fáceis. Não têm horários, não têm salários fixos. Têm de trabalhar muito para ganhar alguma coisa. Não se contentaram com o emprego das 9h às 18h. Com a correria da manhã e o chegar tarde a casa à noite. Vêm os filhos crescer. Estão presentes em mais momentos. Fazem o que gostam. Lutam pelo que gostam. Dedicam-se de corpo e alma a um projecto. Vivem sempre na ansiedade do amanhã: novas encomendas, novas parcerias, novos contactos, novas ideias. Têm de estar sempre a inovar, atentas à concorrência, às redes sociais, à caixa de correio. São corajosas. Estas pessoas para mim são corajosas, principalmente as que desistiram de um emprego para se dedicaram à sua própria empresa. No inicio são só elas. O computador, o telemóvel, talvez até o cão ao seu lado ou o bebé na alcofa. Em casa, na sala, na mesa de jantar, rabiscam uns sonhos, anotam ideias, alinhavam prioridades. Não é fácil. Não deve ser fácil, digo eu. Mas nada no inicio é fácil. Uma adaptação, ao que quer que seja, nunca é fácil. Por isso não desistem e o mundo e pessoas como eu agradecem-lhe. Pela iniciativa. Pelas coisas bonitas que fazem. Por mostrarem que nunca é tarde, nunca é impossível, nunca não existe. Existe o agora, o presente, o “vou fazer o que gosto hoje e amanhã logo se vê”.
Pessoas assim, adoro-vos. Era só isto.



 

quarta-feira, 31 de agosto de 2016

ideias para a casa nova #1

Gosto de folhear o catálogo do Ikea e imaginar que vivo como e com aquelas pessoas que lá aparecem. Famílias grandes e felizes. Casais apaixonados no meio dos lençóis. Refeições deliciosas em cozinha lindas de tão simples. Sofás onde apetece estar e dormir, sem nunca doer as costas. Identifico-me muito com o estilo nórdico. Quando fiz a minha viagem solitária pela Suécia e Dinamarca, apeteceu-me ficar muito mais que as 2 semanas que lá estive. Apeteceu-me ficar a sério. Mas esquecendo essa parte do sonho, até porque este sol nos faz bem e as sardinhas pequeninas com arroz de tomate também, seleccionei algumas imagens para a decoração da nova casa. Já que não podemos viver na Suécia, trazemos um pouco da Suécia para o nosso dia-a-dia.







segunda-feira, 29 de agosto de 2016

deixar entrar o sol

Nunca iremos agradar a toda a gente. Nunca. Há pessoas que gostam mesmo muito de nós e outras que nem por isso. É vida. É mesmo assim. Há pessoas que irão ficar sempre, mas sempre felizes com a nossa felicidade e infelizes com a nossa tristeza. Outras há que não gostam de nos ver sorrir e sorriem quando entristecemos. Na verdade, já me preocupei bem mais com este tipo de pessoas que de quando em vez se atravessam no nosso caminho. Lido bem com isso, ou, pelo menos, lido melhor.
Devemos gastar o nosso tempo com quem nos quer bem e dedicar a nossa atenção a quem se preocupa connosco. Devemos ignorar os restantes.
Não escrevo isto por estar a passar por alguma coisa em especial. Apenas me lembrei deste tema e decidi partilhar. Agora que estou grávida (e antes também, confesso), facilmente percebemos o sorriso de quem fica feliz e o outro sorriso. Mas uma vez que este é o chamado “estado de graça”, vou deixar que apenas as coisas boas entrem. Que entre a paz. Que este meu segundo bebé sinta que a mãe é feliz. Muito feliz. E sou mesmo.
 
 

 

terça-feira, 23 de agosto de 2016

As minhas férias e uma novidade

Estive 3 semanas de férias, que terminaram ontem de manhã. Não estive ausente do mundo, mas quase. Não li grande coisa, nem livros, nem revistas, nem blogues. Também vi pouca televisão. Gostava de percorrer as imagens do Instagram mas não o fazia diariamente. Facebook nem pensar, cada vez gosto menos.
A primeira semana foi passada no calor tórrido de Monte Gordo. Quase não pus os pés no caldinho de água que não nos abandonou. Já fui de mergulhos e não regressar à toalha de cabelo seco. Mas agora ligo pouco. Também já fui de me esticar ao sol à espera que os raios me preenchessem todo o corpo, já de si moreno. Mas agora mal saio da minha toalha e debaixo do guarda-sol.
A segunda e terceira semana foram passadas por aqui (entenda-se Porto e arredores). Praia (mais fria mas suportável); visitas a museus; algumas fotografias para salvar o 2º verão da nossa menina.
Este tempo de pausa (adoro esta expressão e tinha de a usar. Li-a vezes sem conta nos blogues onde entretanto já actualizei a leitura), não foi uma ideia minha. Vou reformular. Este tempo de pausa foi quase uma imposição.
 
A novidade (entrem os tambores, estenda-se a passadeira vermelha) é que estou grávida de 15 semanas (faz hoje) e, nestas últimas semanas, tive: descolamento de placenta; exames ao sangue que detectaram problemas de tiróide; marido a ter de tratar de tudo, e pegar em tudo, e suportar tudo; arranjar uma empregada; empresa para passar a ferro; uff. Agora está tudo bem. Quer dizer, mais ou menos. A placenta começou a colar mas a tiróide talvez esteja aqui para durar. Veremos nos exames e consultas e que avizinham.
Tirando os dias menos bons, mantenho a cabeça erguida.
Não foram umas férias de sonho. Mas também não foram más de todo. Vi a minha filha crescer, começar a comer tudo o que comemos, devorar arroz e pão. Entrar no mar sem medo. Fazer bolos de areia pela primeira vez.
Nem todos os dias são perfeitos. Vocês sabem bem que não. Mas depois há aquela mão pequenina a agarrar a minha e há aquela voz doce de menina que aponta para a minha barriga e diz “bébé” e dá beijinhos. E isto é tudo.


quinta-feira, 14 de julho de 2016

a importância da auto-estima. da nossa auto-estima.


 
 
 
au·to·-es·ti·ma
(auto- + estima)
substantivo feminino
Apreço ou valorização que uma pessoa confere a si própria, permitindo-lhe ter confiança nos próprios actos e pensamentos.

"auto-estima", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://www.priberam.pt/DLPO/auto-estima [consultado em 14-07-2016].


 
Temos pouca, às vezes parece que nenhuma. Somos sempre as piores mulheres, as piores mães, as piores filhas. Passamos a vida em queixumes e lamentos daquilo que não somos nem conseguimos ser. Queremos ser sempre melhores, nunca satisfeitas com os resultados. E mesmo quando os resultados até são positivos, achamos que poderíamos ter feito mais. Esquecemos muitas vezes o que fazemos bem e damos apenas importância ao que fazemos mal.
Sei que não somos todos assim, graças a Deus. Mas eu sou. Optimista por natureza mas com pouca confiança.
Foi durante uma conversa à mesa, onde revelava mais uma vez ao meu marido o meu descontentamento em mim mesma, que dei por mim a pensar na inutilidade do queixume. Foi durante esta conversa, onde desabafava e colocava em cima da mesa todos os meus medos e angústias, que deu por mim a pensar que queixar não me iria levar a lado nenhum. Precisava de agir. Mas antes precisava de parar e pensar. Organizar umas ideias, umas metas. Definir prioridades.
 
Considero que o mais importante é assumir. Assumir onde somos fracos. Assumir coisas que não gostamos de fazer. A partir daqui já não nos sentimos tão mal. Não há necessidade, nem dá resultado, querermos ser uma pessoa diferente só porque sim. Só porque a amiga é. Só porque a mãe é. À que assumir as nossas falhas e os nossos medos.
E para estarmos bem com os outros, temos de estar bem connosco. E para educarmos uma criança com auto-estima, temos primeiro que trabalhar a nossa.
Foi a pensar no meu marido e na minha filha que decidi começar a pensar mais neste tema. É um caminho que quero percorrer, sem pressas.
 
Por enquanto não passam de palavras, soltas, debitadas num post de um blog que alimento. Mas a seu tempo será mais do que isso. Assim espero!

 

segunda-feira, 11 de julho de 2016

"Amor a Portugal"

Porque é a nossa pátria. Porque é a nossa língua. Porque é o nosso cantinho. Porque é o nosso país que hoje é falamos em todo o mundo. Porque sim, merecemos. E ficou provado que com força, dedicação, fé e esperança tudo se consegue.


https://youtu.be/C_J1OGOPgMw


sexta-feira, 1 de julho de 2016

contar os dias

Penso e sonho no dia em que os nossos pés pisem, finalmente, a casa nova.
O dia em que a sala, virada para o sol que nos aquecerá os dias, aqueça os passos em forma de dança enquanto, no gira-discos, passa Marisa Monte. O dia que em que o jardim ganhará flores, árvores de fruto, vasos com ervas aromáticas, risos das crianças a correr em pés descalços. O dia em que a nossa vida fique iluminada e ofuscada com o branco imaculado daquelas paredes, recheadas de fotografias contadoras de histórias e viagens.
Não há ainda dia para a mudança. Muita coisa está por fazer, por concluir, por modificar, por tentar melhorar. É uma causa lenta, com alguns dissabores.
Talvez um dia, quando estivermos juntos naquele alpendre, a olhar para o sol, o jardim, as árvores, as crianças, os pés descalços, chegaremos à conclusão que valeu a pena esta espera e esta preocupação constante que se instalou na nossa vida há mais de 2 anos.